Mamaplastia de Aumento

É uma das cirurgias estéticas mais realizadas atualmente. Está indicada para as pacientes com pequeno volume mamário ou aquelas cujo volume seja basicamente de pele excedente e cuja retirada da mesma, aumento de volume e reposicionamento promovem importante ganho estético. As vias de acesso dependem de características particulares de cada paciente, bem como da decisão conjunta médico / paciente. O volume do implante a ser colocado também respeita esta diretriz.

O procedimento pode ser realizado mediante o emprego de anestesia local com sedação, peridural ou geral. 4 acessos podem ser utilizados: no sulco submamário, periareolar, na axila ou como incisão para suspensão da mama (periareolar associada à mediana vertical e no sulco) caso haja a necessidade de retirada de pele e reposicionamento da mama. A prótese pode ser colocada em três espaços diferentes: atrás da glândula mamária, atrás da fáscia muscular ou atrás do músculo peitoral maior. A decisão sobre cada método a ser adotado deve levar em consideração características físicas da paciente, bem como seu desejo em comum acordo com o cirurgião plástico.

Basicamente o procedimento se caracteriza pelo descolamento de tecidos com o objetivo de criar espaço suficiente para albergar o implante mamário. A área a ser descolada deve ser proporcional ao tamanho da prótese e isto deve ser explicado de forma bem clara à paciente, principalmente pelo interesse cada vez maior em colocação de próteses de grandes dimensões. A decisão pela colocação de dreno vai depender do porte da cirurgia, bem como da ocorrência ou não de descolamentos mais amplos ou eventuais sangramentos que devam ser monitorados.

As próteses de mama podem variar de perfil, de conteúdo e de envoltório. O perfil (forma) pode ser redondo (baixo, moderado, alto) ou anatômico (“gota”), conforme a projeção da prótese. O conteúdo pode ser de silicone ou de soro fisiológico (prótese salina). O envoltório da prótese também pode variar, sendo texturizado ou liso. A escolha da prótese de mama ideal será feita na consulta médica, quando o cirurgião examinará a paciente e escolherá a melhor prótese para produzir um melhor resultado para o aumento das mamas, que em cada paciente é diferente. Geralmente no Brasil se escolhe a prótese de silicone, texturizada, redonda ou anatômica.

Complicações podem ocorrer como hematoma, infecção, extrusão da prótese e contratura da cápsula que é formada ao redor da prótese. Também chamada de ?rejeição? na linguagem leiga, a contratura é o endurecimento da cápsula que o organismo normalmente produz ao redor do implante e ocorre em 2 a 7% das pacientes, segundo a literatura mundial. Ocorre geralmente nos primeiros cinco anos após a cirurgia. Nos graus mais leves pode ser tratada clinicamente, mas em alguns casos mais graves se faz necessária a retirada da prótese e troca da mesma por uma nova. Pode haver também a ocorrência de seroma, que é o acúmulo de líquido amarelo citrino, resultado da resposta inflamatória gerada pelo descolamento dos tecidos, presença de sangue, atrito gerado pela prótese e identificação pelo organismo de ?algo estranho? que é na realidade o material do implante. Tal situação é resolvida mediante avaliação do volume do seroma e do motivo que levou à formação do mesmo. Pode variar desde a realização de drenagem linfática até punção para aspiração do excesso de líquido.

Os implantes de silicone já estão no mercado mundial e nacional há três décadas e sua segurança vem aumentando cada vez mais com o refinamento da tecnologia de produção. Comprovadamente não causam câncer, doenças reumatológicas ou outros problemas de saúde e tem data de validade indeterminada. O tempo médio para troca dos implantes é ao redor de 15 anos, mas cada paciente deve ser avaliada individualmente quanto à necessidade de substituição dos implantes.

O resultado definitivo é obtido por volta do sexto mês quando todo o edema foi absorvido e quando as cicatrizes tendem a se apresentar menos pigmentadas.