Cirurgia Pós-Emagrecimento

Normalmente engloba Ritidoplastia (cirurgia de suspensão da face), Mamaplastia (retirada de pele, suspensão e aumento da mama), Abdominoplastia (Simples ? incisão inferior horizontal e do umbigo / ou em Âncora ? incisão vertical mediana desde o final do osso médio do tórax (esterno) até o púbis, associada à horizontal inferior), Braquioplastia (cirurgia dos braços), Cruroplastia (cirurgia de coxas), Torsoplastia (abordagem do excesso de pele e gordura das costas) e Gluteoplastia (retirada de pele, suspensão e aumento do glúteo).

As grandes perdas ponderais tendem a evoluir com o acúmulo de pele e a sua flacidez, pelo fato de reduzir o volume de gordura que anteriormente funcionava como ?expansor? e suporte da mesma. Em geral a pele excedente se apresenta com estrias e tônus reduzido em função da distensão excessiva pela qual foi submetida e pela alteração nutricional imposta pelos métodos de emagrecimento.

Os objetivos dos procedimentos de reparação pós grandes perdas ponderais sã proporcionar aos pacientes um melhor contorno corporal, melhor adaptação ao padrão de vestimentas que o mesmo se propõe a usar após esta mudança corporal, melhora do convívio social e afetivo, além de facilitar a higienização de áreas sujeitas ao acúmulo de resíduos, calor e umidade que propiciam o aparecimento de infecções fúngicas e ou bacterianas. O paciente deve saber que ao se submeter a tais procedimentos o mesmo estará realizando uma ?troca?. Volumes excedentes de pele por cicatrizes proporcionais à quantidade de pele removida. Determinadas áreas do corpo proporcionam condições para a tentativa de “camuflar” tais cicatrizes. É o caso da face, onde procura-se ocultar as cicatrizes atrás das orelhas e abaixo do queixo. Já o abdome, por exemplo, dificulta esta manobra. Para melhorar o contorno abdominal, em geral, há a necessidade de uma abordagem mediana de todo o abdome, cuja cicatriz resultante se extende do final do esterno ao púbis.

São candidatos a realização de tais procedimentos aqueles pacientes que obtiverem IMC (Índice de Massa Corporal ? peso dividido pela altura ao quadrado) o mais próximo possível de 25. Além disso, deve-se avaliar o perfil nutricional do paciente, mediante dosagem de albumina e transferrina séricas. Pacientes desnutridos não são bons candidatos a realização dos reparos cirúrgicos. Os demais exames de laboratório imagem também devem estar sem alterações que indiquem riscos a realização dos procedimentos.

A anestesia dependerá do tipo de área a ser abordada além de sua associação ou não com outros procedimentos. Desta forma, deve ser discutida entre o cirurgião plástico, o paciente e o anestesista. O tempo de internação costuma ser de 24 horas para o monitoramento de eventuais intercorrências. No pós-operatório, em geral, são deixados drenos cuja retirada depende de um volume de 24 horas menor ou igual a 30ml. Malhas de compressão devem ser usadas pelo período de 2 meses, período a partir do qual é liberada a realização de atividades físicas.

As possíveis complicações são semelhantes aos demais procedimentos cirúrgicos realizados em Cirurgia Plástica. Podem ocorrer formação de hematoma, seroma (acúmulo de líquido na área operada), infecção, sofrimento da pele, abertura de pontos, quelóides, trombose, embolia e possíveis intercorrências anestésicas. Adequada técnica cirúrgica associada ao seguimento criterioso das orientações reduzem drasticamente a ocorrência de tais complicações.

O resultado final costuma ser obtido por volta do 6° mês de pós-operatório.