Cirurgia do Nariz (Rinoplastia)

É considerada por muitos a cirurgia mais complexa quando se aborda o campo estético em Cirurgia Plástica. O nariz ocupa uma porção central na face e mínimas alterações em seu tamanho e ou forma podem alterar significativamente a “identidade” facial do paciente. Suas características anatômicas costumam respeitar o padrão racial do qual o indivíduo faça parte. Isto deve ser levado em consideração quando opta-se pela correção cirúrgica do nariz.

A cirugia pode ter vários objetivos e todos eles devem ser abertamente discutidos entre o cirurgião plástico e o paciente. Alterações comumente observadas são: dorso alto (giba ósteo-cartilaginosa), ponta caída, nariz grande (quando comparado às demais estruturas da face), ponta bulbosa, desvios (sejam por alterações congênitas, seqüela de alterações respiratórias ou trauma), asas nasais grandes e largas (características do nariz negróide), etc. Estas alterações compõe um exemplo da gama de distúrbios estéticos do nariz. Deve-se salientar que o nariz tem função primordial no processo respiratório. Além de servir como acesso ao ar até as vias aéreas superiores, o nariz propicia aquecimento e filtragem do mesmo, além de albergar terminações nervosas responsáveis pela capacidade de olfação. Desta forma, todos os procedimentos realizados no nariz devem respeitar tais funções, e em muitos casos, corrigir distúrbios funcionais que estejam associados às alterações estéticas. Condições como desvio septal e hipertrofia de cornetos devem ser abordadas conjuntamente quando da realização de todo e qualquer procedimento estético nasal.

Toda e qualquer mudança praticada no nariz deve levar em consideração a face como um todo. “Dificilmente um nariz tipicamente caucasiano estará em perfeita harmonia com uma face negróide”. Trabalha-se uma “matéria prima” que impõe restrições constitucionais baseadas em sexo, idade, raça e limitações individuais.

Pode-se realizar a cirurgia mediante o emprego de anestesia geral ou local com sedação. Habitualmente os pacientes ficam internados pelo período de 24 horas para monitorização de eventuais sangramentos e ou distúrbios respiratórios. Quando da necessidade de fratura óssea, opta-se pela colocação de imobilização de acrílico pelo período de 7 dias e colocação de fita adesiva pelo período de mais 7 dias. Na necessidade de abordagem do septo, realiza-se a fixação de placas plásticas comprimindo o septo em ambos os lados de cada narina pelo período de 7 dias. Pode ser necessária a colocação de tampão nasal de gaze com xilocaína gel pelo período de 24 horas.

É muito comum a ocorrência de inchaço e roxidão na face após rinoplastia. Pode persistir por mais ou menos 4 semanas. O resultado definitivo da cirurgia pode ser observado entre 6 meses a 1 ano, período no qual não se indica nenhuma abordagem cirúrgica com o objetivo de corrigir eventuais alterações. Cuidados gerais como repouso, restrição a exposição solar, boa hidratação e alimentação são semelhantes aos demais procedimentos cirúrgicos.

É muito comum a ocorrência de inchaço e roxidão na face após rinoplastia. Pode persistir por mais ou menos 4 semanas. O resultado definitivo da cirurgia pode ser observado entre 6 meses a 1 ano, período no qual não se indica nenhuma abordagem cirúrgica com o objetivo de corrigir eventuais alterações. Cuidados gerais como repouso, restrição a exposição solar, boa hidratação e alimentação são semelhantes aos demais procedimentos cirúrgicos.