Cirurgia de Abdome (Abdominoplastia)

Situações como o envelhecimento, múltiplas gravidezes ou ganho de peso acentuado na gravidez, alternância de peso, promovem flacidez da parede abdominal (musculatura e aponeurose). Associado a estas condições podemos ter o surgimento do excedente de pele e gordura além do possível desenvolvimento de estrias.

A cirugia, tecnicamente conhecida como dermolipectomia abdominal, tem o objetivo de devolver à parede abdominal tônus suficiente para reduzir o abaulamento causado pela flacidez, assim como, remover o excedente de pele e gordura da porção infraumbilical. O reforço da parede é conseguido mediante pontos que unem as extremidades mediais de ambos os ventres do músculo reto abdominal, desde próximo ao apêndice xifóide (porção inferior do osso médio do tórax) até o púbis. Para os pacientes que apresentem além das condições previamente citadas, acúmulo de gordura localizada, pode estar indicada a realização de lipoaspiração associada.

É importante ressaltar: abdominoplastia simples e ou associada a lipoaspiração NÃO emagrecem! Nos pacientes que se encontrem em sobrepeso (IMC – Índice de Massa Corporal – peso dividido pela altura ao quadrado – ? 25), a cirurgia perde o objetivo estético, assumindo assim, se realizada, o objetivo higiênico-paliativo ? evitar o surgimento de fissuras nas dobras de pele e desenvolvimento de micoses nestas áreas úmidas e quentes.

Os tipos de anestesias empregados podem ser peridural ou geral. O período de internação é em média de 24 horas. A maioria dos pacientes necessita da colocação de drenos de aspiração contínua cuja retirada depende do volume drenado em 24 horas. Volumes menores que 30ml em 24 horas possibilitam a retirada do mesmo. O objetivo do dreno é reduzir o acúmulo de líquido (sero-sanguinolento) na área descolada, diminuindo desta forma, a incidência de infecção e abertura de pontos. O paciente deve se manter em posição com das costas e coxas quando deitado, apoio das costas e suporte para os pés quando sentado e em flexão do tronco quando caminhar pelo período de 2 semanas. Tal medida busca redução da tensão na cicatriz. A malha compressiva deve ser usada pelo período de 2 meses, período a partir do qual são liberadas as atividades físicas como corrida, academia, etc.

Como todo o procedimento, é passível de complicações como hematoma, seroma (acúmulo de líquido), infecção, sofrimento da pele, abertura de pontos e possíveis intercorrências anestésicas. Pacientes que fumem devem se manter em abstinência pelo período mínimo de 4 semanas.

O resultado final é tido com mais ou menos 6 meses quando o inchaço é praticamente ausente, a cicatriz plana e delgada. Tal evolução depende, além de boa técnica cirúrgia, do seguimento efetivo das orientações pré e pós-operatórias.